sábado, 14 de novembro de 2009

Eles nos emocionam. Que os deixem emocionar!

Para quem gosta de futebol - como eu -, pouquíssimas coisas nos causam tanta emoção quanto marcar um gol. Mesmo que seja naquele campeonato de times de várzea; numa pelada, em jogos amadores...
Imagine, então, a emoção de um jogador profissional ao marcar um gol em uma partida iimportante!
É um momento mágico, em que o goleador tem que se permitir extravazar toda aquela emoção.
No entanto, a FIFA continua com a recomendação de punir os jogadores que marcam um gol e, na comemoração, tiram ou levantam suas camisas, por "conduta antiesportiva", com cartões amarelos e/ou vermelhos, se eles já tiverem um amarelo.
Mais antiesportivo que isso é chutar ou socar a bandeirinha! Vários jogadores xingam torcidas e adversários. Isso sim é antiesportivo. Outros fazem gestos chamados politicamente incorretos (gestuais obcenos, apologias às armas, etc.). Isso sim deveria ser banido do futebol.
Alguns afirmam que a atitude seria desrespeitosa com os patrocinadores. Isso é problema dos patrocinadores.
Fato é que, enquanto existe uma regra contra o ato de tirar a camisa, várias outras comemorações inadequadas são celebradas pelo mundo afora.
Só quem marca um gol sabe o que é marcar um gol. Às vezes dá vontade de chorar! Colocar as mãos no rosto, puxar o cabelo, gritar, cobrir o rosto com a camisa - priiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Isso acaba com qualquer alegria do momento mágico do futebol. Alexandre Santos nos reviveu tantas emoções!
A revogação da proibição desse tipo de comemoração certamente daria mais alegria a quem nos proporciona tanta emoção.
Quer catarse maior do que uma boa partida de futebol?
Parece até que essa determinação foi feita por burocratas que, recalcados por jamais terem jogado futebol ou marcado um gol, não querem que os verdadeiros artistas da bola aproveitem seus momentos mágicos.

Um comentário:

  1. Até para quem não tem a menor afinidade com o futebol, o seu texto consegue despertar aquela veiazinha de emoção das copas, que felizmente, somos pentacampeões. Muito bom, parabéns, como sempre dizem os mestres da literatura, a escrita exige muita transpiração.

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